Saiba onde viver e formar sua família: Ranking de segurança global 2026 destaca Portugal, seguido por Espanha e Itália.

A decisão de mudar de país raramente começa por uma planilha de impostos ou pelo cardápio de vistos disponíveis. Começa por uma sensação difícil de medir, mas que aparece todos os dias: a percepção de segurança. É justamente essa percepção que o Global Peace Index 2026, publicado pelo Institute for Economics & Peace (IEP) em junho de 2026, transforma em dado comparável. Este guia explica em profundidade como o índice é construído, mostra o ranking até a posição do Brasil e analisa por que Portugal, Espanha e Itália aparecem como destinos consistentes para famílias brasileiras que buscam reconstruir a vida em um ambiente mais estável.
O que é o Global Peace Index e por que ele importa para quem planeja emigrar
O Global Peace Index (GPI) é o principal indicador internacional de paz. Está em sua vigésima edição em 2026 e cobre 163 estados independentes, equivalentes a 99,7% da população mundial. É produzido pelo Institute for Economics & Peace (IEP), um think tank independente, apartidário e sem fins lucrativos, com sede em Sydney e escritórios em Nova York, Haia, Abuja, Nairóbi e Manila. O instituto trabalha com dados de fontes como ONU, Banco Mundial, SIPRI (Stockholm International Peace Research Institute), Uppsala Conflict Data Program, Economist Intelligence Unit e IISS (International Institute for Strategic Studies).
Diferente de listas de "melhores países para viver", o GPI mede algo bem específico: a ausência de violência e o medo de violência. Para uma família que cogita emigrar, esse recorte é decisivo. Renda alta convive com violência alta em diversas economias. O índice ajuda a separar prosperidade de tranquilidade cotidiana, e é por isso que tem sido cada vez mais citado em decisões de relocação, planejamento patrimonial e escolha de destino para estudos dos filhos.
Como o ranking é construído: 23 indicadores em três domínios
O GPI organiza 23 indicadores qualitativos e quantitativos em três grandes domínios. Cada país recebe uma nota entre 1 (mais pacífico) e 5 (menos pacífico). Quanto menor o número, melhor a posição.
1. Segurança e proteção social (Societal Safety and Security)
Mede o que acontece dentro das fronteiras do país no dia a dia. Inclui taxa de homicídios, percepção de criminalidade na sociedade, número de policiais e agentes de segurança por 100 mil habitantes, encarceramento, acesso a armas pequenas, intensidade de conflitos internos, instabilidade política, terrorismo doméstico, deslocamento interno de pessoas e relação com países vizinhos. É o domínio que mais pesa na rotina de uma família imigrante: vai à escola caminhando, anda de transporte público, deixa o carro na rua.
2. Conflito doméstico e internacional em curso (Ongoing Domestic and International Conflict)
Avalia o envolvimento do país em conflitos armados internos e externos nos últimos cinco anos, mortes em combate organizado, duração e intensidade desses conflitos e a relação com vizinhos. Países envolvidos em guerras ativas ou em fronteiras tensionadas perdem posições rapidamente.
3. Militarização (Militarisation)
Considera gastos militares como percentual do PIB, número de militares por 100 mil habitantes, importação e exportação de armamento convencional, financiamento de operações de paz da ONU, capacidade nuclear e armas pesadas. Não é "ser contra exército": o domínio mede o peso relativo da máquina militar dentro da economia e da sociedade.
Metodologia em poucas palavras
Cada indicador é ponderado por um painel internacional de especialistas em estudos de paz, política comparada e economia. Os domínios também recebem pesos: o domínio de Conflito em Curso pesa cerca de 40% da nota final, Segurança Social e Proteção pesa 40% e Militarização pesa 20%. O resultado é uma nota composta que permite comparar Islândia e Brasil na mesma régua e acompanhar a evolução ao longo do tempo, já que a série histórica começa em 2008.
Histórico: 20 anos medindo a paz no mundo
O GPI foi publicado pela primeira vez em 2007, criado pelo empresário e filantropo australiano Steve Killelea. Em 2026, completa 20 anos. Em quase duas décadas, a foto global piorou de forma consistente. Segundo o relatório de 2026:
- Dos 163 países do índice, 119 são menos pacíficos hoje do que eram em 2008.
- O nível médio de paz global caiu 0,7% no último ano, marcando o 12º ano consecutivo de deterioração.
- Dos 23 indicadores, 14 pioraram, 8 melhoraram e 1 ficou estável no último ciclo.
- O domínio de Conflito em Curso piorou 18,5% em 18 anos, e o de Segurança Social 3,2%.
- O número de países envolvidos em algum conflito externo nos últimos cinco anos saltou de 59 em 2008 para 103 em 2026.
- As mortes globais por conflitos internos passaram de cerca de 29 mil em 2008 para mais de 181 mil no último ano, com pico de 309 mil em 2023.
- O número de países com mais de mil mortes em conflito em um único ano cresceu de 8 para 20.
O IEP descreve esse movimento como uma Grande Fragmentação geopolítica, iniciada no fim dos anos 2000, e que sucede dois períodos anteriores: a Guerra Fria e a globalização acelerada pós-1990. É nesse cenário de fragmentação que decisões individuais sobre onde criar os filhos ganham peso estratégico.
Quem está no topo do ranking em 2026
A Islândia segue como o país mais pacífico do mundo pelo 19º ano consecutivo. O topo do ranking é dominado por Europa Ocidental, Pacífico desenvolvido e algumas economias asiáticas. Veja a foto do top 15:
| Posição | País | Nota |
|---|---|---|
| 1 | Islândia | 1,161 |
| 2 | Nova Zelândia | 1,343 |
| 3 | Suíça | 1,363 |
| 4 | Eslovênia | 1,369 |
| 5 | Irlanda | 1,371 |
| 6 | Áustria | 1,421 |
| 7 | Portugal | 1,427 |
| 8 | Singapura | 1,435 |
| 9 | Finlândia | 1,478 |
| 10 | Japão | 1,489 |
| 11 | Dinamarca | 1,504 |
| 12 | Malásia | 1,513 |
| 13 | Chéquia | 1,517 |
| 14 | Canadá | 1,525 |
| 15 | Hungria | 1,538 |
Vale destacar: Portugal aparece em 7º lugar global, o melhor resultado entre os países lusófonos e um dos destinos mais relevantes para famílias brasileiras. A Espanha figura em 27º (nota 1,654), e a Itália em 35º (nota 1,712). Para efeito de comparação, os Estados Unidos aparecem em 134º e a França, surpreendentemente longe do topo, em 99º.
Continuação do ranking: posições intermediárias relevantes
| Posição | País | Nota |
|---|---|---|
| 17 | Países Baixos | 1,566 |
| 20 | Austrália | 1,602 |
| 22 | Polônia | 1,615 |
| 27 | Espanha | 1,654 |
| 28 | Alemanha | 1,657 |
| 33 | Noruega | 1,688 |
| 35 | Itália | 1,712 |
| 39 | Reino Unido | 1,730 |
| 40 | Suécia | 1,732 |
| 53 | Grécia | 1,828 |
| 57 | Coreia do Sul | 1,839 |
| 72 | Argentina | 1,922 |
| 99 | França | 2,083 |
| 118 | China | 2,231 |
| 123 | África do Sul | 2,308 |
| 124 | Brasil | 2,333 |
| 127 | Índia | 2,409 |
| 134 | Estados Unidos | 2,535 |
| 139 | México | 2,650 |
| 144 | Irã | 2,759 |
| 163 | Rússia | 3,367 |
Brasil em 124º: o que esse número diz sobre o país
O Brasil aparece em 124º lugar no GPI 2026, com nota 2,333, em uma escala em que a Islândia marca 1,161 e a Rússia, na última posição, 3,367. O país subiu uma posição em relação ao ciclo anterior, mas permanece em uma faixa associada a baixa percepção de paz, puxada principalmente pelo domínio de Segurança Social: taxas de homicídio acima da média global, alta percepção de criminalidade, número elevado de mortes violentas em conflitos internos urbanos e impacto econômico da violência.
Para contextualizar: o Brasil aparece atrás de países como África do Sul (123º) e Argentina (72º) e próximo de Líbia (125º) e Moçambique (126º). Para famílias que avaliam emigrar por motivo de segurança, a leitura mais útil não é "o Brasil é perigoso", e sim "qual é a diferença prática entre viver em um país com nota 2,3 e em um com nota 1,4 ou 1,7". A resposta aparece em três dimensões muito concretas: rotina escolar das crianças, transporte público e relação com espaços públicos à noite.
Por que segurança virou o eixo de decisão das famílias brasileiras
Quem trabalha com planejamento migratório percebe uma virada de discurso na última década. Até meados de 2015, a motivação principal era oportunidade econômica e qualidade do sistema educacional. A partir de 2018, e de forma muito mais acentuada após 2020, a justificativa de famílias com filhos passou a ser explicitamente segurança pessoal e patrimonial. Não é casualidade. É o reflexo de algumas dinâmicas mensuráveis:
- Insegurança crônica: a sensação de estar exposto à violência é cumulativa e desgasta o capital emocional das famílias.
- Mobilidade restrita: medo de assalto, sequestro relâmpago e violência no trânsito reduzem a vida ao trajeto casa-trabalho-shopping.
- Custo invisível da segurança privada: condomínios fechados, blindagem, escolas particulares com segurança reforçada e seguros pesam no orçamento familiar.
- Filhos adolescentes: o momento mais comum de decisão migratória coincide com o início da adolescência, quando os pais avaliam a autonomia possível dos filhos.
O GPI ajuda a transformar esse desconforto difuso em comparação objetiva. Quando uma família compara o Brasil (124º) com Portugal (7º), Espanha (27º) ou Itália (35º), não está apenas escolhendo um destino. Está optando por uma redução mensurável de risco cotidiano.
Portugal: o porto seguro mais natural para o brasileiro
Portugal ocupa a 7ª posição global no GPI 2026 e é o país lusófono mais bem ranqueado. Para o brasileiro, soma três vantagens estruturais difíceis de replicar em outro destino: idioma, vínculo cultural e um caminho jurídico relativamente curto para a cidadania (sete anos de residência legal, conforme nova legislação).
Por que Portugal pontua tão bem no índice
- Taxa de homicídios entre as mais baixas da Europa, historicamente abaixo de 1 por 100 mil habitantes.
- Ausência de conflitos armados internos ou externos relevantes.
- Estabilidade política e institucional após décadas de democracia consolidada.
- Gasto militar moderado em relação ao PIB.
- Boa relação com vizinhos e participação ativa em operações de paz da União Europeia e da ONU.
O que isso significa na prática
Em cidades como Lisboa, Porto, Braga, Coimbra ou Aveiro, a rotina familiar muda de natureza. Crianças vão para a escola a pé ou de transporte público sem supervisão constante. Adolescentes saem à noite com colegas. O carro fica estacionado na rua. A vida no espaço público volta a ser viável. Para muitas famílias brasileiras, é o primeiro contato em décadas com uma cidade onde a segurança não exige negociação diária.
Vale destacar que Portugal não é imune a debates internos sobre habitação, pressão turística e custo de vida em grandes centros. O índice de paz não captura tudo. Mas, no recorte de violência e medo da violência, o país oferece uma experiência radicalmente diferente da brasileira.
Espanha: estabilidade, qualidade de vida e caminho rápido para a cidadania
A Espanha aparece em 27º lugar no GPI 2026, com nota 1,654, posição confortável dentro do bloco europeu. Para brasileiros e demais latino-americanos, a Espanha tem um atrativo jurídico singular: a cidadania após dois anos de residência legal para nacionais de países ibero-americanos, contra sete anos em Portugal e dez na Itália por residência.
O que sustenta a posição da Espanha no índice
- Taxa de homicídios baixa em comparação global (cerca de 0,7 por 100 mil).
- Sistema de segurança pública robusto, com Guardia Civil e Policía Nacional bem estruturadas.
- Ausência de conflitos armados ativos.
- Tensões políticas regionais (Catalunha, País Basco) hoje resolvidas dentro do sistema institucional.
- Participação em missões internacionais sob coordenação europeia e da ONU.
Para quem a Espanha faz mais sentido
Famílias que buscam clima ameno, qualidade do sistema público de saúde, infraestrutura urbana de alto padrão e proximidade cultural com a América Latina costumam encontrar na Espanha um ajuste natural. Madri, Barcelona, Valência, Málaga, Sevilha e Bilbao oferecem perfis distintos: da capital cosmopolita ao Mediterrâneo descontraído. A combinação de paz alta, idioma compreensível e caminho jurídico curto faz da Espanha uma das opções mais eficientes para quem quer estabilizar a vida com prazo definido.
Itália: tradição, descendência e o desafio do planejamento
A Itália aparece em 35º no GPI 2026, com nota 1,712. É uma posição sólida, embora abaixo de Portugal e Espanha. O atrativo italiano não está apenas no índice de paz, mas no vínculo familiar: estima-se que mais de 30 milhões de brasileiros tenham algum grau de descendência italiana, o que abre a possibilidade de reconhecimento de cidadania jure sanguinis, ainda que o quadro legal venha passando por mudanças importantes em 2025 e 2026.
O que sustenta a posição da Itália
- Baixa taxa de homicídios em comparação global.
- Sistema de saúde universal de bom nível.
- Estabilidade institucional, apesar da rotatividade de governos.
- Ausência de conflitos internos armados.
- Participação relevante em operações de paz da OTAN, União Europeia e ONU.
O que pesa contra
- Presença histórica de crime organizado em algumas regiões do sul (Calábria, Sicília, Campania).
- Pressões migratórias na fronteira mediterrânea, que aparecem em alguns indicadores.
- Burocracia interna mais densa em comparação a Portugal e Espanha.
Onde a Itália brilha para famílias
Regiões como Trentino-Alto Ádige, Vêneto, Friuli-Venezia Giulia, Toscana, Emilia-Romagna, Lombardia, Piemonte e Marche aparecem consistentemente entre as áreas mais seguras e com maior qualidade de vida da Europa. Cidades de porte médio, como Bolonha, Turim, Verona, Trento, Bolzano, Parma ou Pádua, combinam segurança, oferta cultural, escolas internacionais e custo de vida significativamente menor do que Milão ou Roma. Para famílias com descendência italiana, é uma combinação rara de pertencimento, segurança e oportunidade.
Comparativo direto: Brasil, Portugal, Espanha, Itália
| Indicador | Brasil | Portugal | Espanha | Itália |
|---|---|---|---|---|
| Posição GPI 2026 | 124º | 7º | 27º | 35º |
| Nota GPI 2026 (1 a 5) | 2,333 | 1,427 | 1,654 | 1,712 |
| Caminho típico à cidadania por residência | — | 7 anos | 2 anos (ibero-americanos) | 10 anos |
| Idioma oficial | Português | Português | Espanhol | Italiano |
| Acesso ao espaço Schengen | Não | Sim | Sim | Sim |
| Conflitos armados ativos | Internos urbanos | Não | Não | Não |
Como traduzir o ranking em uma decisão familiar
O GPI é um excelente filtro inicial, mas não substitui o planejamento detalhado. Algumas perguntas ajudam a transformar o número em decisão:
- Qual é o perfil de risco que você quer reduzir? Violência urbana, instabilidade política, exposição a conflitos, militarização? Cada país pontua de forma diferente em cada domínio.
- Qual é o horizonte temporal? Famílias com filhos pequenos podem priorizar países com cidadania mais rápida (Espanha) para garantir passaporte europeu antes da maioridade.
- Existe vínculo de descendência? Italianos, portugueses e espanhóis abrem caminhos de cidadania que podem encurtar drasticamente o processo, sujeito às regras vigentes.
- Qual é a tolerância a adaptação cultural? Portugal e Espanha exigem ajustes menores para brasileiros. Itália demanda mais aprendizado de idioma e adaptação burocrática.
- Qual é o plano fiscal? Cada destino tem regimes específicos (RNH em Portugal, Lei Beckham na Espanha, regime de impatriados na Itália), com prazos, requisitos e benefícios distintos.
O que o relatório 2026 destaca sobre tendências globais
O relatório deste ano traz alguns alertas relevantes para quem planeja a longo prazo:
- Gastos militares mundiais subiram pelo 10º ano consecutivo, com 97 países aumentando o gasto relativo em defesa.
- Conflitos intraestatais internacionalizados cresceram mais de 175% desde 2010, o que torna fronteiras instáveis um fator de risco crescente.
- A Europa Ocidental e Central permanece a região mais pacífica do mundo, reforçando o atrativo do bloco para famílias brasileiras.
- A Polônia teve a maior melhora individual (subiu 23 posições, agora 22º), efeito de avanço em indicadores de conflito.
- Os Estados Unidos caíram para 134º, com forte deterioração em instabilidade política e manifestações violentas, um dado relevante para quem considerava o destino tradicional norte-americano.
O quadro reforça uma tese que vem ganhando corpo entre consultores de imigração: a próxima década premiará famílias que se posicionarem em jurisdições estáveis, com institucionalidade madura e baixa exposição a conflitos. Portugal, Espanha e Itália reúnem essas três características.
O papel do planejamento e da assessoria especializada
Ler um ranking, mesmo bem feito, não é suficiente. A decisão sobre onde imigrar envolve três camadas:
- Camada de segurança e qualidade de vida: capturada pelo GPI e por indicadores complementares (educação, saúde, índice de desenvolvimento humano).
- Camada jurídica: escolha do visto adequado, análise de descendência, planejamento de tempo de residência até a cidadania, regularização documental no Brasil e no exterior.
- Camada fiscal e patrimonial: planejamento da saída fiscal do Brasil, escolha de regime tributário no destino, organização patrimonial entre jurisdições e proteção de ativos.
O erro mais frequente é começar pela camada errada. Quem escolhe primeiro o destino emocional, sem checar a viabilidade jurídica e fiscal, costuma chegar e descobrir que o visto disponível não cabe no perfil, ou que a estrutura patrimonial montada no Brasil cria fricção fiscal no exterior. O caminho inverso, começar pelo planejamento e só depois decidir o destino, evita retrabalho e desperdício financeiro.
Conclusão: segurança como ativo familiar
O Global Peace Index 2026 deixa um recado difícil de ignorar: o mundo está, na média, menos pacífico, e essa tendência se aprofunda há mais de uma década. Em um cenário assim, escolher onde viver deixa de ser uma decisão estética e passa a ser uma decisão de proteção familiar. Para o brasileiro, a boa notícia é que três dos destinos historicamente mais procurados, Portugal, Espanha e Itália, aparecem em posições sólidas no ranking e mantêm caminhos jurídicos viáveis para residência e cidadania.
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Sobre a autora

Dra. Débora Friedrich Izquierdo
Advogada, Sócia-fundadora do Studio Cidadania
Inscrita na Ordem dos Advogados de Portugal e na OAB. Mais de 10 anos dedicados a processos de cidadania portuguesa, italiana e espanhola, com atuação direta em Lisboa e mais de 500 famílias representadas.
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