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    Trabalhar e empreender na Europa! Veja o que está aquecido em Portugal e Espanha.

    Em Espanha, Europa, Portugal, EconomiaPor Studio Cidadania17 min de leitura
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    Setor de serviços em Portugal e Espanha em 2026: o que os dados oficiais revelam para quem pretende trabalhar, empreender e viver na Europa

    O setor de serviços responde por cerca de três quartos da economia da União Europeia e é, na prática, a porta de entrada mais frequente para brasileiros e latino-americanos que se estabelecem em Portugal e na Espanha. Os dados divulgados em agosto de 2026 pelo Eurostat, pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal e pelo Instituto Nacional de Estadística da Espanha permitem uma leitura precisa de onde a atividade está a acelerar, onde está a perder fôlego e quais nichos concentram, neste momento, a maior procura por profissionais qualificados e por novas empresas.

    O quadro europeu: serviços em expansão moderada e desigual

    O indicador europeu de produção de serviços é publicado mensalmente pelo Eurostat e mede o volume de atividade das empresas de serviços não financeiros. A leitura de maio de 2026, comparada com abril, mostrou aumento de 0,8% tanto na zona euro quanto no conjunto da União Europeia. O mês anterior já apresentara crescimento, de 0,7% na zona euro e 0,3% na União, o que configura uma sequência de expansão em vez de um pico isolado.

    A desagregação setorial é o que mais interessa a quem procura colocação profissional. Na zona euro, comparando maio de 2026 com abril de 2026, a produção aumentou 2,1% nas atividades imobiliárias, 1,0% nas atividades profissionais, científicas e técnicas, 0,6% nos serviços administrativos e de apoio, 0,5% na informação e comunicação e 0,2% nos transportes e armazenagem. Apenas o alojamento e restauração recuou, com queda de 1,0%. O padrão na União Europeia foi praticamente idêntico, com 1,6% no imobiliário e 0,9% nas atividades profissionais.

    Na comparação anual, isto é, maio de 2026 contra maio de 2025, a leitura confirma a tendência: transportes e armazenagem cresceram 4,4% na zona euro, informação e comunicação 4,6%, atividades profissionais, científicas e técnicas 2,5%, imobiliário 1,9% e serviços administrativos 0,5%. Alojamento e restauração recuaram 1,8%.

    A leitura estratégica dos números europeus

    Três conclusões merecem atenção de quem planeia a mudança. A primeira é que o eixo de crescimento europeu deslocou-se do turismo para o conhecimento e a logística. Durante o ciclo pós-pandémico, alojamento e restauração puxaram a recuperação; em 2026, essa secção é a única em contração recorrente, tanto na comparação mensal quanto na anual. A segunda é que a informação e comunicação, categoria que abriga desenvolvimento de software, dados, telecomunicações e produção de conteúdo, avança de forma sustentada, com 4,6% em termos homólogos na zona euro. A terceira é que o imobiliário, com o maior salto mensal do conjunto, reflete um mercado ativo de transações, arrendamento e intermediação, atividade diretamente ligada ao fluxo de novos residentes.

    Vale registar que Portugal figurou entre as três maiores quedas mensais no levantamento do Eurostat de maio, com -2,8%, ao lado da Hungria (-3,6%) e da Dinamarca (-1,3%), enquanto Grécia (+4,5%), Letónia (+3,8%) e Polónia (+3,0%) lideraram as subidas. Esse dado, contudo, precisa de ser lido em conjunto com a estatística nacional portuguesa do mês seguinte, que mostra recuperação expressiva. Indicadores mensais de serviços são voláteis e o mês isolado raramente conta a história completa.

    Portugal: aceleração puxada pela consultoria e pelo conhecimento técnico

    O Destaque do INE português de 11 de agosto de 2026, referente a junho, é o documento mais informativo do trio para quem avalia o mercado de trabalho português. O Índice de Volume de Negócios nos Serviços, ajustado de efeitos de calendário e sazonalidade, cresceu 4,6% em termos homólogos nominais, contra 1,8% em maio. No conjunto do segundo trimestre de 2026, o índice nominal subiu 4,1% face ao mesmo período de 2025, quase o dobro dos 2,2% do trimestre anterior. Na comparação mensal, o índice nominal avançou 2,5% depois de uma contração de 3,3% em maio, o que explica em boa medida o número negativo captado pelo Eurostat no mês anterior.

    Onde está o crescimento, secção por secção

    Secção de serviços Variação homóloga, junho de 2026 Contributo para o total (p.p.)
    Consultoria, científicas, técnicas e similares+15,9%2,2
    Transportes e armazenagem+4,3%1,1
    Informação e comunicação+4,7%0,7
    Atividades administrativas e serviços de apoio+4,0%0,7
    Alojamento, restauração e similares-0,1%0,0
    Total dos serviços+4,6%4,6

    O destaque absoluto é a secção de consultoria, atividades científicas, técnicas e similares, que cresceu 15,9% em termos homólogos, uma aceleração de 13,9 pontos percentuais face a maio, e sozinha respondeu por 2,2 pontos percentuais do resultado agregado. Essa secção reúne escritórios de advocacia, contabilidade, arquitetura, engenharia, consultoria de gestão, ensaios técnicos, publicidade e investigação de mercado. É, em termos práticos, a economia do conhecimento aplicada a empresas.

    Os transportes e armazenagem cresceram 4,3%, abrandando face aos 5,2% de maio, mas mantendo-se como a segunda secção mais influente, com contributo de 1,1 pontos percentuais. A informação e comunicação recuperou de forma nítida, passando de -3,4% em maio para +4,7% em junho. As atividades administrativas e de apoio, que incluem serviços de recrutamento, limpeza profissional, segurança privada e apoio a escritórios, cresceram 4,0%.

    O alojamento e restauração, por sua vez, registou -0,1%, uma queda menos intensa do que os -1,1% de maio, com contributo nulo para o índice. Para quem tem no horizonte trabalhar na hotelaria portuguesa, esse é um sinal relevante: o setor não está em colapso, mas deixou de ser motor de crescimento e passou a operar em regime de estabilidade, com margens sob pressão.

    Emprego, remunerações e horas trabalhadas

    Os índices complementares do mesmo destaque descrevem o comportamento do mercado de trabalho nos serviços. Em junho de 2026, o índice de emprego apresentou variação homóloga de apenas 0,3%, contra 1,6% em maio. As remunerações subiram 6,3% em termos homólogos, depois de 7,3% no mês anterior, e as horas trabalhadas aumentaram 1,8%, face a 0,3% em maio. Registe-se que o INE retomou neste destaque a publicação do indicador de horas trabalhadas, suspensa desde janeiro de 2025.

    Indicador (variação homóloga)Maio de 2026Junho de 2026
    Emprego nos serviços+1,6%+0,3%
    Remunerações+7,3%+6,3%
    Horas trabalhadas+0,3%+1,8%

    A combinação é economicamente significativa. O emprego praticamente estagnou, as horas trabalhadas subiram e as remunerações continuaram a crescer bem acima da inflação. Traduzindo: as empresas portuguesas de serviços estão a produzir mais com aproximadamente o mesmo número de pessoas, a pagar melhor a quem já está dentro e a contratar com critério. Esse é um mercado que valoriza intensamente credenciais reconhecidas, experiência comprovável e capacidade de entrar a produzir desde o primeiro mês.

    Para o profissional que chega de fora, isso reforça a importância de dois movimentos preparatórios: o reconhecimento de qualificações junto das entidades competentes portuguesas, quando a profissão for regulamentada, e a regularização documental prévia, que permite iniciar contrato sem período de espera administrativa. O detalhe metodológico também merece nota, porque confere robustez aos números: os índices de emprego e remunerações do INE português derivam da Declaração Mensal de Remunerações que as empresas entregam à Segurança Social, não de estimativas por amostragem, e a taxa de resposta do inquérito ao volume de negócios foi de 90,8%.

    A distância entre o nominal e o real

    Um ponto exige leitura cuidadosa. Enquanto o índice nominal cresceu 4,6% em junho, o índice deflacionado recuou 0,2%. No segundo trimestre, o nominal subiu 4,1% e o deflacionado caiu 0,4%. Em termos simples, boa parte do crescimento do faturamento das empresas portuguesas de serviços vem de preços mais altos, não de maior volume de serviço prestado.

    Quem planeia empreender em Portugal deve incorporar esse dado no plano de negócio. Um mercado que cresce por preço, e não por volume, tende a premiar posicionamento, especialização e clientes de maior valor, e a castigar operações genéricas que competem por preço baixo. Quem planeia trabalhar como empregado deve considerar que salários em alta nominal convivem com um custo de vida também em alta, o que torna a comparação entre a proposta salarial e o custo real da cidade escolhida uma etapa incontornável do planeamento. Reunimos essa análise comparativa no guia sobre como morar em Portugal em 2026, com vistos, custo de vida e documentação.

    Espanha: criação de empresas em alta e capital mais cauteloso

    A estatística espanhola divulgada em 12 de agosto de 2026 mede outra dimensão do mesmo fenómeno: não o volume de negócios das empresas existentes, mas a formação de novas sociedades. Em junho de 2026 foram criadas 11.153 sociedades mercantis em Espanha, 1,7% acima de junho de 2025. O acumulado anual mostra crescimento bem mais expressivo, de 9,8%, o que indica um ano forte na constituição de empresas, com junho a apresentar apenas uma acomodação pontual.

    Indicador, junho de 2026ValorVariação anualAcumulado do ano
    Sociedades criadas11.153+1,7%+9,8%
    Capital subscrito na constituição344,0 milhões de euros-22,2%+18,6%
    Capital médio por sociedade criada30.847 euros-23,5%+8,0%
    Sociedades que ampliaram capital2.639+16,6%+6,2%
    Capital subscrito em ampliações1.986,5 milhões de euros+65,4%+26,8%
    Sociedades dissolvidas1.814+14,6%+6,9%

    O contraste dentro da mesma tabela é a informação mais rica. O número de empresas novas cresce, mas o capital médio de constituição caiu 23,5% em termos anuais, para 30.847 euros. Ao mesmo tempo, as empresas já existentes que decidiram ampliar capital aumentaram 16,6% em número e injetaram 65,4% mais capital do que em junho de 2025, com capital médio de ampliação de 752.733 euros.

    A leitura é clara: o dinheiro grande está a reforçar negócios que já provaram funcionar, enquanto os novos projetos entram no mercado de forma mais enxuta. Para o empreendedor estrangeiro, essa é uma notícia favorável em termos de barreira de entrada. Constituir uma sociedade limitada em Espanha com capital modesto é prática comum e o ecossistema está adaptado a isso. A contrapartida é que o financiamento externo para projeto em fase inicial exige tração demonstrável.

    Setores que concentram a criação de empresas em Espanha

    Em junho de 2026, 19,6% das sociedades criadas pertenciam ao grupo de atividades imobiliárias, financeiras e de seguros, e 15,9% à construção. Entre as sociedades dissolvidas, 20,0% eram do comércio e 14,7% do bloco imobiliário, financeiro e seguros. O maior volume de capital subscrito na constituição também coube às imobiliárias, financeiras e seguros, com 200,28 milhões de euros, enquanto as atividades administrativas e serviços auxiliares apresentaram o menor capital, 5,80 milhões.

    Duas observações relevantes decorrem daí. Primeiro, o bloco imobiliário e financeiro lidera simultaneamente a criação e figura entre os líderes da dissolução, o que caracteriza um setor de alta rotatividade, com entrada fácil e sobrevivência exigente. Segundo, o comércio concentra a maior fatia das dissoluções, refletindo a pressão contínua do canal digital sobre o varejo tradicional. Quem pensa em abrir um pequeno comércio físico em Espanha deve olhar esse número com atenção e desenhar desde o início um componente digital de receita.

    A geografia da criação de empresas

    Os maiores aumentos anuais na criação de sociedades em junho ocorreram em La Rioja (86,7%), Comunidade Foral de Navarra (78,2%) e Extremadura (33,0%). As quedas mais acentuadas foram registadas em Canárias (-13,4%), Galiza (-11,4%) e Comunidade Valenciana (-7,6%).

    Percentuais elevados em comunidades pequenas devem ser lidos com cautela, já que uma base reduzida amplifica variações. Ainda assim, o padrão sugere um movimento de descentralização económica em direção ao norte e ao interior espanhol, regiões com custo imobiliário substancialmente inferior ao de Madrid, Barcelona ou das ilhas. Para quem planeia empreender com capital limitado, comunidades como Navarra e Extremadura merecem entrar na análise, sobretudo em atividades que não dependem de fluxo turístico. O contexto demográfico dessas regiões está detalhado na nossa análise sobre o recorde populacional da Espanha em 2026 segundo o INE.

    Leitura cruzada: o que os três estudos dizem em conjunto

    Isoladamente, cada relatório responde a uma pergunta diferente. Em conjunto, desenham um cenário coerente e útil para decisão pessoal.

    A economia de serviços ibérica está em expansão nominal acima da média europeia em Portugal, com criação de empresas robusta no acumulado do ano em Espanha, e o vetor de crescimento concentra-se nas atividades de conhecimento: consultoria, ciência, técnica, informação e comunicação. O turismo e a restauração, historicamente as portas de entrada mais acessíveis para o imigrante recém-chegado, perderam dinamismo em ambos os países. O crescimento real, descontada a inflação, é próximo de zero, o que significa que o mercado não está a absorver mão de obra indiscriminadamente.

    A consequência prática é uma inversão relevante face ao que se recomendava há cinco anos. O caminho de menor risco deixou de ser chegar e procurar qualquer colocação para depois regularizar a situação. Passou a ser chegar com situação documental resolvida, qualificação reconhecida e posicionamento definido num dos setores em aceleração.

    Os quatro perfis que mais beneficiam deste cenário

    1. Profissionais técnicos e consultores

    Com crescimento homólogo de 15,9% em Portugal, a secção de consultoria e atividades científicas e técnicas é hoje o segmento mais aquecido da economia de serviços portuguesa. Engenheiros, arquitetos, contabilistas, advogados, consultores de gestão, profissionais de compliance e especialistas em ensaios e certificação encontram procura efetiva. A condição é o reconhecimento das qualificações, que em profissões regulamentadas passa por ordens profissionais e pode exigir equivalência de diploma. Quem tem cidadania europeia parte com vantagem estrutural, porque circula, contrata e é contratado sem necessidade de visto de trabalho.

    2. Profissionais de tecnologia e comunicação

    A recuperação de 4,7% da secção de informação e comunicação em Portugal e o crescimento de 4,6% em termos homólogos na zona euro confirmam que o setor tecnológico ibérico mantém tração. Lisboa, Porto, Madrid, Barcelona e Valência consolidaram-se como polos de desenvolvimento de software, dados e produtos digitais. Para quem trabalha remotamente para clientes de fora da Europa, tanto Portugal quanto Espanha oferecem vistos específicos para nómadas digitais, sujeitos a comprovação de rendimento mínimo e de vínculo profissional. Detalhamos os requisitos no material sobre o visto de nómada digital de Portugal e sobre o visto de nómada digital da Espanha.

    3. Empreendedores de serviços especializados

    O crescimento de 9,8% no acumulado anual de sociedades criadas em Espanha, com capital médio de constituição em queda, indica um ambiente acessível para abrir empresa. Em Portugal, a mesma lógica aplica-se a quem presta serviços profissionais, uma vez que a secção de consultoria é justamente a que mais cresce. O ponto de atenção é o crescimento real quase nulo: o mercado remunera especialização e diferenciação, não volume genérico. Um plano de negócio construído sobre preço baixo enfrenta margem comprimida desde o primeiro mês. Quem avalia estruturar operação em Portugal encontra o comparativo de figuras societárias no conteúdo sobre abertura de empresa em Portugal.

    4. Investidores e profissionais do imobiliário

    O imobiliário registou o maior avanço mensal entre todas as secções na zona euro, com 2,1%, e concentra a maior parcela de capital subscrito na criação de empresas em Espanha, com 200,28 milhões de euros em junho. Trata-se de um setor em movimento intenso, tanto em transação quanto em arrendamento e intermediação. A alta rotatividade, contudo, é real: o mesmo bloco figura entre os líderes de dissolução de sociedades em Espanha, o que recomenda entrada com capital de giro adequado e conhecimento regulatório local.

    Implicações práticas para o planeamento migratório

    Números de conjuntura só se tornam úteis quando convertidos em decisão. A tradução destes três relatórios para um plano concreto passa por cinco pontos.

    Escolha o setor antes de escolher a cidade. A vantagem competitiva de quem chega está na especialização, não na disponibilidade. Definir o segmento, alinhar o currículo à nomenclatura local e mapear as empresas do setor produz resultados muito superiores a candidaturas dispersas.

    Resolva a situação documental antes de chegar. Com emprego a crescer apenas 0,3% em Portugal, nenhum empregador espera meses por autorização de trabalho quando existe candidato equivalente já habilitado. Cidadania europeia, quando há direito, ou visto adequado ao propósito, resolvem esse ponto na origem.

    Compare salário com custo de vida local, não com o câmbio. Remunerações a crescer 6,3% em termos nominais coexistem com custos de habitação em alta. O indicador que importa é a renda disponível depois de habitação, transporte, saúde e escola, calculada para a cidade específica.

    Considere o interior e as regiões secundárias. A liderança de Navarra e Extremadura na criação de empresas em Espanha e o dinamismo dos serviços fora dos grandes centros portugueses apontam para custos de entrada menores com procura efetiva por serviços qualificados.

    Trate a decisão como projeto plurianual. Reconhecimento de qualificações, processo de cidadania, constituição de empresa e obtenção de residência têm prazos próprios e dependências entre si. Sequenciar corretamente essas etapas reduz custo e tempo total.

    Riscos e sinais de atenção

    Um artigo honesto precisa também de apontar o que os dados não sustentam. A queda de 0,1% na restauração e alojamento em Portugal, somada a -1,8% em termos homólogos na zona euro, indica que o plano de chegar e trabalhar na hotelaria como ponte temporária é menos seguro do que foi entre 2022 e 2024. A subida de 14,6% nas dissoluções de sociedades em Espanha, com 83,8% dessas dissoluções ocorrendo de forma voluntária, mostra que abrir empresa é fácil e sustentá-la nem tanto. E o índice deflacionado negativo em Portugal recorda que crescimento de faturação não equivale a crescimento de atividade real.

    Nada disso desaconselha a mudança. Aponta, sim, para a necessidade de planeamento com dados, e não com expectativa. Os países ibéricos continuam entre os destinos europeus com melhor relação entre qualidade de vida, custo e proximidade cultural com o Brasil. O que mudou foi o nível de preparação exigido de quem chega.

    Notas metodológicas e fontes

    Os dados citados provêm de três publicações oficiais. O indicador europeu consta do comunicado de produção de serviços do Eurostat referente a maio de 2026, publicado em 7 de agosto de 2026. Os dados portugueses constam do destaque do Instituto Nacional de Estatística sobre índices de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas nos serviços, referente a junho de 2026 e divulgado em 11 de agosto de 2026, com taxa de resposta de 90,8% no volume de negócios. Os dados espanhóis constam da Estadística de Sociedades Mercantiles do INE de Espanha, referente a junho de 2026 e divulgada em 12 de agosto de 2026, com dados provisórios sujeitos a revisão quando forem publicados os resultados do mesmo período de 2027.

    Os índices portugueses de emprego e remunerações são construídos a partir da Declaração Mensal de Remunerações entregue pelas empresas à Segurança Social, e os índices têm base 2021 igual a 100, com séries retrospetivas desde junho de 2005. O ajustamento de efeitos de calendário e sazonalidade é feito por modelos ARIMA. Indicadores mensais incorporam revisões dos três meses anteriores, motivo pelo qual comparações entre publicações de meses distintos devem considerar essa margem.

    Como o Studio Cidadania apoia esse planeamento

    A leitura de indicadores oficiais é o ponto de partida; a execução documental é o que determina o resultado. O Studio Cidadania acompanha processos de cidadania portuguesa, italiana e espanhola, além de vistos de residência, trabalho, empreendedorismo e nómada digital para Portugal e Espanha, com atendimento integral por videoconferência para clientes em qualquer cidade do Brasil e do exterior.

    A análise inicial identifica qual via é elegível no seu caso, qual o prazo realista de cada etapa e como articular o processo documental com o seu calendário profissional. Se o objetivo é trabalhar num dos setores em aceleração, atuar como profissional independente ou constituir empresa na Península Ibérica, esse alinhamento entre estratégia de carreira e estratégia documental é o que reduz tempo e custo.

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    Sobre a autora

    Dra. Débora Friedrich Izquierdo

    Dra. Débora Friedrich Izquierdo

    Advogada, Sócia-fundadora do Studio Cidadania

    Inscrita na Ordem dos Advogados de Portugal e na OAB. Mais de 10 anos dedicados a processos de cidadania portuguesa, italiana e espanhola, com atuação direta em Lisboa e mais de 500 famílias representadas.

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